GWM Haval H9: 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem
SUV de sete lugares tem bom custo-benefício, espaço e desempenho off-road contra o Toyota SW4, mas é menos potente; confira
O Haval H9 foi uma das grandes novidades da GWM em 2025.
O SUV grande a diesel estreou com o objetivo de brigar com modelos como Toyota SW4, líder do segmento, e também Chevrolet Trailblazer. Para isso, apostou em um preço competitivo, que agora está em R$ 329 mil.
O SUV de sete lugares chegou ao lado da primeira picape média da marca chinesa, a Poer P30, e é montado na fábrica de Iracemápolis (SP). Autoesporte testou a versão única do jipão e te conta agora cinco razões que justificam a compra e outras cinco que fazem o consumidor pensar duas vezes. Confira!
5 razões para comprar o GWM Haval H9
1 - Desempenho off-road
Preciso começar falando do desempenho no fora-de-estrada. O Haval H9 é equipado com o motor 2.4 turbodiesel de 184 cv de potência e 48,9 kgfm de torque. E, embora seja menos potente que os rivais diretos, algo que vamos abordar mais à frente neste texto, o conjunto da obra tem o off-road como habitat natural.
Isso se dá pelo motivo de o jipão ter tração 4x4 com bloqueio dos diferenciais central e traseiro, que fazem da terra um parque de diversões. Na prática, o H9 não passa nenhum sufoco na hora de enfrentar obstáculos, mesmo com o carro carregado.

Essa vocação se prova ainda mais com o sistema 4x4 ligado e com o modo de condução “lama” ativado — ao todo são três para o off-road, contando também areia e neve. E foi exatamente essa a sensação durante o trajeto cheio de pedras, buracos e lama.
O ângulo de ataque é de 31° (no SW4, são 29°), fazendo com que o carro supere barreiras sem esforço. Fora isso, tem capacidade para imersão de até 80 cm. Quando o assunto é suspensão, mesmo sendo grandalhão, o H9 mostra estabilidade e conforto, graças ao conjunto com braços duplos sobrepostos na dianteira e multilink na traseira. Já a câmera 360° ajuda com a função "invisível", que permite ver o solo abaixo da carroceria.
2 - Espaço interno dos bons

O apelido “jipão” se encaixa muito bem ao Haval H9, já que ele é (bem) grande. Ao todo, o SUV de sete lugares da GWM mede 4,95 metros de comprimento, 1,98 m de largura, 1,93 m de altura e 2,85 m de entre-eixos. Todo esse porte proporciona um espaço generoso na cabine. Para se ter uma ideia, ele é 16 centímetros mais comprido que o SW4, além de ter um entre-eixos 11 cm maior.
Os bancos da segunda fileira, importante dizer, são corrediços, o que facilita o acesso à terceira fila de assentos, bem como ajuda a ter uma comodidade maior para as pernas. Portanto, mesmo pessoas mais altas (mais de 1,80 m) vão conseguir sentar de forma confortável.
Já o espaço da terceira fileira é, surpreendentemente, agradável. Isso, claro, pensando que por si só já será um pouco mais apertado na disposição. Com os meus (modestos) 1,60 m de altura, consegui me acomodar no último assento, mesmo achando que o encosto lombar mais reto deixa a posição ruim para a coluna.
Um detalhe é que os dois últimos bancos estão posicionados sobre o eixo traseiro, o que faz o assoalho ser mais elevado e compromete o conforto naquela parte da cabine. Por fim, de acordo com a marca, sem a última fileira de bancos, o Haval H9 oferece 791 litros no porta-malas, sendo 88 l com os sete assentos montados.
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Importante dizer que a GWM não divulgou a litragem no padrão VDA, que é o mais tradicional, portanto os números são mais otimistas que os do Toyota SW4, que oferece 500 litros (cinco lugares) ou 180 litros (sete lugares) em seu bagageiro.
3 - Equipamentos de sobra

Por dentro, o GWM Haval H9 traz um estilo que, curiosamente, mescla o rústico com a modernidade. De um lado, são duas grandes telas para quadro de instrumentos (10 polegadas) e central multimídia (14,6 polegadas) com conexões sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Por outro, para os fãs de botões, como eu, há vários, para comandar ventilação e modos de condução.
Chega a ser curioso o nível de tecnologia em um carro com proposta voltada para o off-road. Mesmo se o condutor quiser dirigir o H9 na lama, vai desfrutar de itens de conforto como carregador de celular por indução, teto solar panorâmico, ajustes elétricos nos bancos do motorista e passageiro, estribos laterais retráteis e ar-condicionado digital de três zonas.
Não por menos, o SUV grande da Haval também vem equipado com o pacote Adas nível 2 com sistemas de assistência ativa ao motorista. A lista inclui frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego e controle de velocidade adaptativo (ACC). Além disso, são seis airbags de série, incluindo os de cortina.
4 - Garantia de 10 anos

A GWM oferece condições interessantes para os seus modelos a diesel. Ao todo, são dez anos de garantia de fábrica ou 250 mil quilômetros rodados. O período cobre itens como motor, transmissão, eixos, freios, caixa de direção e ar-condicionado. Para os demais componentes, como acabamentos internos, suspensão, entre outros, o prazo é de cinco anos.
Ainda sim, é bem acima da média no segmento. O único rival que consegue brigar de forma direta nesse quesito é o Toyota SW4, que também oferece dez anos de garantia ou 200 mil km. Mas, no caso da marca japonesa, o programa tem esse prazo estendido quando o dono do SUV realiza as cinco primeiras revisões programadas na rede autorizada.
5 - Custo-benefício

Além da garantia chamativa, o Haval H9 tem um preço muito competitivo, entregando uma lista de equipamentos interessante e amplo espaço interno. Movimento, aliás, inteligente da marca, visto que o líder da categoria, o SW4, mantém a liderança há bons anos.
Como dissemos, o SUV da GWM custa R$ 329 mil, o que faz dele (absurdos) R$ 95 mil mais barato que o rival da Toyota que, em sua versão de sete assentos, tem preço de R$ 424.590. Já o Chevrolet Trailblazer, outro oponente, tem valor de tabela em R$ 419.990, uma diferença de R$ 90 mill. Ou seja, o H9 veio com uma forte ofensiva no mercado.